Falta-me fazer apenas uma coisa para iniciar o processo de esquecimento.
Para sempre foi o que prometi. Prometi-to porque pensei que ficaríamos juntas para sempre, não aconteceu. Por isso, a partir de hoje vou tentar quebrar a promessa que te fiz há meses atrás.
Lamento. Estava disposta a tudo neste mundo por ti mas não o soubeste aproveitar. Usaste-me mal usada, abusaste, pisaste, calcaste, esfaqueaste-me, roubaste-me o meu coração ainda a sangrar.
Pois bem, chega. Apaguei-te da minha vida. Daqui em diante vou cuidar de mim. A minha vida serei eu e o meu futuro profissional.
Podes um dia voltar mas nesse dia não significarás nada para mim. Lamento, mais uma vez que seja assim, tínhamos algo que poucas pessoas possuem mas a Vida quis assim, que assim seja.
Espero que sejas muito feliz, que concluas o curso com todo o sucesso, que consigas cumprir todos os teus objectivos e que encontres alguém que te ame e que tu ames de volta, como eu fiz e farei por algum tempo.
Um dia foi um Amo-te Para Sempre, gravado em prata. A partir de hoje é Um dia deixarei de te amar, gravado no meu coração.
Contudo, serás sempre tu.
sábado, 19 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Buraco Negro
Nunca tal me tinha acontecido.
Mesmo estando mal nunca tinha chegado a este ponto. Nunca me cruzei com alguém que conheço apenas de vista que me perguntasse "estás bem?". Todas as minhas lágrimas cederam...
Foi hoje, depois de uma aula. A conversa começou com uma dúvida sobre a matéria e terminou comigo em lágrimas a desabafar com a professora. -"Já tomou antidepressivos?", perguntou ao que eu respondi não. Nunca. Sempre, mesmo estando fraca, fui forte o suficiente para me levantar sozinha. Sempre arranjei forma de me erguer (métodos pouco convencionais mas bastante eficazes)...
O meu mundo voltou a ruir, sim voltou porque, mais uma vez tudo voltou a acontecer.
Mas aquela professora, de quem eu por acaso não achava muita piada, fez-me sentir algo que há muito não sentia. Não lhe contei a minha história, não a verdadeira razão . Contei-lhe a versão que, eventualmente, contaria aos meus pais, a versão da escola. Infelizmente essa é verdade mas deve-se à razão escondida. Coração partido, destroçado, sem esperança, vazio.
Contou-me um pouco da sua história e perguntou-me se queria encontrar-me com ela mais tarde para conversarmos. Disse-lhe que não, "amanha tudo terá passado", disse eu. Respondeu-me "pode até fingir que passou, para os outros, mas a Diana sabe que é mentira e sabe que isso se acumula e que é um ciclo vicioso, uma bola de neve. Procure ajuda, há momentos da vida em que temos de o fazer para sobreviver".
Não posso. Não posso pedir ajuda, os meus pais não podem saber. Não o merecem. Não merecem que a filha tenha problemas porque, bem vistas as coisas, a filha deles não tem absolutamente razão nenhuma para ter problemas. E há-de permanecer assim. Hei-de chorar à noite e manter o sorriso durante o dia. Vou fazer um esforço para preencher o meu olhar na presença de outras pessoas.
Máscara. É a única coisa que possuo para me agarrar.
Já não há sonhos, esperança, felicidade, preenchimento, cor.
Buraco negro. É o que me define
Mesmo estando mal nunca tinha chegado a este ponto. Nunca me cruzei com alguém que conheço apenas de vista que me perguntasse "estás bem?". Todas as minhas lágrimas cederam...
Foi hoje, depois de uma aula. A conversa começou com uma dúvida sobre a matéria e terminou comigo em lágrimas a desabafar com a professora. -"Já tomou antidepressivos?", perguntou ao que eu respondi não. Nunca. Sempre, mesmo estando fraca, fui forte o suficiente para me levantar sozinha. Sempre arranjei forma de me erguer (métodos pouco convencionais mas bastante eficazes)...
O meu mundo voltou a ruir, sim voltou porque, mais uma vez tudo voltou a acontecer.
Mas aquela professora, de quem eu por acaso não achava muita piada, fez-me sentir algo que há muito não sentia. Não lhe contei a minha história, não a verdadeira razão . Contei-lhe a versão que, eventualmente, contaria aos meus pais, a versão da escola. Infelizmente essa é verdade mas deve-se à razão escondida. Coração partido, destroçado, sem esperança, vazio.
Contou-me um pouco da sua história e perguntou-me se queria encontrar-me com ela mais tarde para conversarmos. Disse-lhe que não, "amanha tudo terá passado", disse eu. Respondeu-me "pode até fingir que passou, para os outros, mas a Diana sabe que é mentira e sabe que isso se acumula e que é um ciclo vicioso, uma bola de neve. Procure ajuda, há momentos da vida em que temos de o fazer para sobreviver".
Não posso. Não posso pedir ajuda, os meus pais não podem saber. Não o merecem. Não merecem que a filha tenha problemas porque, bem vistas as coisas, a filha deles não tem absolutamente razão nenhuma para ter problemas. E há-de permanecer assim. Hei-de chorar à noite e manter o sorriso durante o dia. Vou fazer um esforço para preencher o meu olhar na presença de outras pessoas.
Máscara. É a única coisa que possuo para me agarrar.
Já não há sonhos, esperança, felicidade, preenchimento, cor.
Buraco negro. É o que me define
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