Eu tento e volto a tentar...
Caio.
Com muito custo, levanto-me.
Vejo-te.
Perco-me nos teus olhos e nos teus lábios.
Volto a cair.
E, mais uma vez, volto a levantar-me.
Sozinha ou acompanhada, nego.
Nego tudo, incluindo o que é óbvio.
Nego que te quero ver,
observar,
poder olhar para cada contorno teu,
poder gravá-lo na minha memória a ferro quente,
poder delinear os teus lábios e os teus olhos com o meu olhar,
simplesmente recuso-me a aceitar.
Recuso-me a aceitar que não me falas,
que não me olhas,
que não significo absolutamente nada para ti,
recuso-me a aceitar que não me queres.
Gostava que tudo fosse diferente.
Gostava que fosses outra pessoa.
Alguém que se importa com os sentimentos dos outros,
alguém que possui sentimentos,
alguém que não usa máscaras,
alguém me que quer,
alguém que gosta de mim.
Quero pensar em ti sem incongruências,
pensar apenas em ti, sem pensamentos atropelados,
sem vozes de fundo,
sozinha,
contigo,
simplesmente,
só nós.
Sonhos meu amor...
sonhos.
DC

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